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ESG (Environmental, Social and Governance) na saúde: gestão com propósito dá resultado

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ESG (Environmental, Social and Governance), é a sigla que tem guiado a transformação de diversos setores e, no campo da saúde, isso não é diferente. Representando as dimensões Ambiental, Social e de Governança, o conceito de ESG vai além de uma tendência de mercado: tornou-se um diferencial competitivo e uma exigência de instituições, investidores e da própria sociedade.

No caso das empresas de gestão de serviços médicos, o ESG representa uma oportunidade concreta de alinhar sustentabilidade, responsabilidade e eficiência com os resultados esperados por hospitais, operadoras e pacientes. Mais do que uma sigla, trata-se de uma cultura de gestão com propósito, e a ANSM está aqui para apoiar seus associados nessa jornada.

E de onde vem essa mudança?

Nos últimos anos, observamos o fortalecimento de uma visão mais ampla sobre o papel das empresas na sociedade. A pandemia, as mudanças climáticas, a desigualdade social e a crise de confiança em instituições aceleraram esse movimento. Hoje, organizações que não se posicionam com clareza sobre seu impacto enfrentam desconfiança, dificuldade de contratação e menor atratividade para investidores e parceiros.

Na saúde, essa exigência é ainda mais intensa. Afinal, tratamos de um setor que lida diretamente com a vida, com o cuidado e com a equidade. Aplicar os princípios do ESG na gestão médica significa proporcionar acesso, qualidade e segurança não apenas como obrigação legal, mas como valores estruturantes.

E – Ambiental: menos desperdício, mais eficiência

O primeiro pilar do ESG trata do impacto ambiental das atividades. No setor de gestão de serviços médicos, isso passa por:

  • Redução de deslocamentos desnecessários (com escalas otimizadas e telemedicina);
  • Digitalização de documentos e protocolos para economizar papel e insumos;
  • Gestão eficiente de energia e equipamentos nos espaços utilizados;
  • Conscientização das equipes sobre sustentabilidade.

Uma empresa que adota práticas ambientais corretas pode reduzir custos operacionais, melhorar sua imagem institucional e até obter incentivos fiscais, dependendo do município ou estado.

S – Social: saúde com equidade e valorização profissional

O aspecto social do ESG está diretamente ligado à missão das empresas de saúde. E isso envolve tanto a relação com os profissionais quanto com os pacientes e comunidades atendidas.

No caso das gestoras de serviços médicos, isso inclui:

  • Promover diversidade e inclusão nas contratações;
  • Adotar políticas claras de combate ao assédio e à discriminação;
  • Investir em capacitação contínua e qualidade de vida para os médicos;
  • Apoiar campanhas de prevenção e promoção da saúde em parceria com hospitais e instituições locais.

Essas ações fortalecem o vínculo com a equipe, reduzem a rotatividade, aumentam o engajamento e ampliam o impacto positivo da organização no território em que atua.

G – Governança: ética, compliance e transparência

O pilar de governança é talvez o mais desafiador e o mais decisivo, para a longevidade e credibilidade da empresa. Envolve estabelecer processos claros, auditoria, prestação de contas e estrutura de decisão ética.

Para empresas associadas à ANSM, isso significa:

  • Ter contratos bem definidos com seus médicos e hospitais parceiros;
  • Adotar políticas internas de compliance e conduta;
  • Seguir boas práticas de gestão de dados (LGPD);
  • Monitorar indicadores de qualidade e produtividade;
  • Estar em conformidade com legislações trabalhistas, sanitárias e tributárias.

Empresas com governança sólida têm mais chances de fechar bons contratos, atrair investidores e enfrentar com segurança as mudanças regulatórias do setor.

Como implementar ESG de forma prática?

O primeiro passo é entender que ESG não é um selo que se obtém de uma hora para outra, mas um processo de transformação organizacional. Comece com um diagnóstico: quais são os principais impactos (positivos e negativos) da sua empresa? Onde estão os maiores riscos? Quais boas práticas já existem e podem ser potencializadas?

Depois, crie metas claras e possíveis. Pequenas ações já fazem diferença: implantar um código de conduta, oferecer cursos com foco em diversidade, adotar ferramentas digitais que otimizem recursos, divulgar resultados de impacto positivo.

Resultados reais e mensuráveis

Empresas de gestão de serviços médicos que adotaram práticas ESG já relatam benefícios concretos, como:

  • Redução de custos com deslocamentos e insumos;
  • Melhoria na reputação e na relação com hospitais contratantes;
  • Maior engajamento de médicos e menor absenteísmo;
  • Acesso facilitado a linhas de crédito e editais públicos;
  • Reconhecimento em premiações e certificações do setor.

O ESG não é um custo: é um investimento no futuro da sua empresa.

O papel da ANSM na construção de um setor mais ético e sustentável

A ANSM acredita que a sustentabilidade deve estar no centro da gestão médica. Por isso, atua ativamente na defesa de políticas públicas que favoreçam a equidade, a valorização dos profissionais e a transparência no setor. Também promove fóruns e conteúdos voltados ao tema, sempre com o objetivo de apoiar seus associados na construção de uma saúde melhor.

Seja para entender por onde começar, seja para estruturar um plano mais avançado de ESG, as empresas associadas contam com um ecossistema de troca, suporte e atualização constante.

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